Shakira é inocentada em processo de plágio

O Tribunal Comercial nº 12 de Madrid descartou o processo do cubano Liván Castellano Valdés contra Shakira e o produtor Carlos Vives, no qual os acusa de plágio com a canção La Bicicleta, lançada em 2016. Segundo o jornal espanhol 20 Minutos, a decisão foi revelada na manhã desta quinta-feira (16) e cabe recurso no Tribunal Provincial de Madrid.

No julgamento, que foi realizado em março, Shakira defendeu a "completa originalidade" de sua música, afirmando que não conhecia  Castellano. Além disso, a cantora ainda frisou que a canção Yo Te Quiero Tanto, do cubano, não tem nem melodia e nem temáticas semelhantes com La Bicicleta.

De acordo com o site 20 Minutos, Sharika relatou no tribunal que Carlos lhe enviou a demo da música [La Bicicleta] e ela contribuiu com mais um refrão e a melodia. Com os relatos, o juiz acabou entendendo que a frase supostamente plagiada, "yo te quiero tanto" se trata de "uma expressão comum, usada em todos os tipos de canções e textos". Além disso, o tribunal teria se referido à declaração de Shakira como "coerente" e "detalhada", que contou como ela concordou com a letra depois que Vives lhe enviou a canção.

Para finalizar, o juiz teria acrescentado que "quanto à melodia não há coincidências e a velocidade do ritmo e da harmonia também são diferentes". Por este motivo, ele teria entendeido que não há uma configuração do plágio na composição musical.

Entenda o caso
Em fevereiro de 2017, Shakira recebeu uma intimação da justiça espanhola de que ela, Carlos Vives e outras produtoras estariam sendo processados por plágio, por conta da música La Bicicleta, vencedora do Grammy Latino de 2016.

O processo foi aberto em 2017 pela produtora e compositora cubana Livam e sua editora Maryla Dianik Romey, da MDBR Music Publishing, que acusaram a cantora, Carlos Vives, Andres Eduardo Castro e a Sony Music Publishing Latina, além de outros nove produtores, de plágio.

Na época, fontes da Sociedade Geral de Autores e Editores (SGAE) confirmaram à Europa Press que a instituição tinha conhecimento do processo e que, em cumprimento de seu regulamento interno, havia suspendido os direitos do autor da canção até que houvesse um veredicto judicial.

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