Carlos Alberto de Nóbrega falou dos 65 anos de carreira e revela troca de mensagens com Tatá

Carlos Alberto de Nóbrega falou dos 65 anos de carreira no "The Noite" de ontem. O dono do banco de "A Praça é Nossa",
que costuma liderar a audiência para o SBT, falou de sua trajetória ao herdar o espaço que o pai fazia sucesso na TV, vencendo até a gagueira.
"Acredito que ser filho do Manoel de Nóbrega era muito peso pra mim. Meu pai era poliglota, estudioso, tinha uma cultura muito grande e eu era um vagabundo. Era nadador, queria nadar, ganhar medalha. Fiz análise dez anos e meio", afirma.
Ele recordou o período em que era redator. "Eu escrevia [roteiros de programas] escondido do meu pai, porque ele queria que eu me formasse em qualquer coisa, tinha que dar um diploma pra ele e dei, de advogado. Sempre fui mau aluno. Repeti 3 anos".
Escrever para "Os Trapalhões" por 11 anos na Globo o deixou "de saco cheio", confessa. "Estava, era uma insatisfação. Pedi para sair, falei para o Boni que queria trabalhar com o Jô [Soares]".
"A Praça é Nossa" já fez 32 anos no ar no SBT. "Fiz a 'Praça' na Bandeirantes, o Silvio [Santos] me tirou de lá no mesmo dia. A 'Praça' não daria certo em outra emissora. Deu certo porque o Silvio e a equipe de diretores confiava e confiam no meu trabalho. Eu faço o que eu quero e nunca, em 32 anos, deram um palpite. E tudo o que o Silvio me prometeu, ele cumpre".
De Golias a Tatá
Carlos Alberto foi às lágrimas ao falar de Ronald Golias. "Ele estava com um câncer na garganta, falando com dificuldade. Eu o encontrei no estúdio, falei para ir para casa se curar, ele sabia que não ia voltar mais. Esse dia foi pior do que quando ele morreu. Ele foi o irmão que eu não tive, me ensinou a ser humilde, a respeitar horário, decorar. Era o cara de dizia coisas que eu não gostava de ouvir. Ele me faz mais falta como amigo que como profissional", emociona-se.
Falando dos humoristas atuais, é só elogios à atual concorrente, Tatá Werneck, cujo "Lady Night" bate de frente com a "Praça" às quintas-feiras. "Eu adoro a Tatá Werneck, ela é a Dercy Gonçalves do século 21. Quando vi que íamos ficar no mesmo horário tive medo, mandei um Whatsapp: 'Covarde, você me elogiou tanto no seu programa, agora vai me detonar'. Ela respondeu: 'tem lugar para todo mundo'".
E quem poderia sentar "na mesma praça, no mesmo banco..."? Gostaria que o Marcius Melhem e o [Marcelo] Adnet viessem um dia. Não precisa nem 'fazer graça'. Se o Renato Aragão sentasse um dia no banco da praça, eu estaria realizado", sonha.

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