Lori Loughlin deleta redes sociais após escândalo


As coisas andam quentes no mundo de Hollywood. Após ser detida em Los Angeles, na última terça-feira (12), acusada de subornar instituições de ensino para conseguir uma vaga para sua filha, Lori Loughlin deletou as suas redes sociais, para evitar comentários dos internautas.

Na manhã desta quarta-feira (13), tanto o perfil do Twitter como o do Instagram da atriz, que ficou conhecida ao dar vida à Rebecca Katsopolis em Full House (Três é Demais), já tinham sido desativados.
Lori Loughlin desativa suas redes sociais (Foto: Reprodução / Twitter e Instagram)

Quem também foi envolvida no esquema de corrupção foi Felicity Huffman, que ficou conhecida por interpretar Lynette no seriado Desperate Housewifes. A atriz foi clicada abatida saindo da delegacia na noite da última terça-feira após pagar uma fiança de R$ US$ 250 mil, o equivalente a  R$ 954 mil.

Entenda o caso
Segundo os sites TMZ e The Hollywood Reporter,  as atrizes e outros indiciados teriam pagado propinas de até US$ 6 milhões (R$ 22 milhões) para que seus filhos entrassem em instituições renomadas como Yale, Stanford, Georgetown e a USC (University of Southern California). Felicity e Lori estariam se entregando à policia sem resistência, segundo o FBI.

O esquema de alcance nacional, investigado pela Justiça de Boston e o FBI, foi descoberto depois que autoridades levantaram que um empresário da Califórnia, chamado William Rick Singer, criou uma
organização de fachada para lavar o dinheiro que os pais pagavam por seus serviços - a maior parte deles pagou entre US$ 200 mil (R$ 761 mil) e US$ 400 mil (R$ 1,5 milhão) pela ajuda dele.

Singer pagava então a avaliadores nas escolas, responsáveis por determinar admissões à instituição desejada - como um técnico de esportes, ou um avaliador do SAT, o exame que determina a nota de um aluno ao terminar o ensino médio americano, ou do ACT, teste de entrada à universidade usado pela maioria das instituições nos Estados Unidos.

Em outros casos, pais pagavam outras pessoas para fazerem o SAT ou o ACT. Segundo o site The Hollywood Reporter, CEOs de várias empresas, técnicos universitário e pelo menos um administrador de uma universidade envolvida no escândalo foram indiciados no caso, que envolveu 200 agentes do FBI. Pedidos de prisão foram expedidos, e o caso foi baseado em entrevistas com testemunhas, transações bancárias, e-mails, dados de celulares e grampos.

Nenhum comentário