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Thiago Martins detalha a morte do irmão, baleado no Vidigal


O ator e cantor Thiago Martins lembrou a morte de seu irmão durante entrevista publicada no Youtube. Em conversa com Naná Karabachian, o
artista descreveu em detalhes, pela primeira vez, o episódio no ano de 2002 em que Carlos André dos Santos, então radialista comunitário, foi baleado no Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro:
"Faltou luz no Vidigal, meu irmão tinha acabado de sair de uma rádio comunitária onde ele era apresentador de um programa. Ele foi jogar uma sinuca, tomar uma cerveja com a galera dele, aí subiram uns policiais e teve uma troca de tiro. Dentro de comunidade, a gente sempre aprende o seguinte: 'Se você correr, é porque você está devendo alguma coisa'.Então, a gente tem que deitar no chão, proteger a cabeça, e seja o que Deus quiser. Por uma covardia, foram e deram um tiro no meu irmão".
O ator de 30 anos — que recentemente esteve à frente do grupo Sorriso Maroto — afirma que Carlos André já estava deitado no chão quando foi baleado:

"Ele estava deitado. Foi covardia mesmo".
Filho de uma empregada doméstica e de um taxista, Thiago Martins disse que teve uma infância difícil: "Não sinto saudade de nada. Acho que vivo intensamente hoje porque minha infância não foi tão boa. Graças a Deus minha vida deu certo e fui começando a trabalhar".
O cantor detalhou ainda o que viu durante a infância e a juventude no Vidigal: "Em favela, existe a pena de morte. O estuprador desfila de calcinha e morre no final. Então, ele não estupra. O assalto: não existe roubo dentro da favela. Ou então ele (o assaltante) perde a mão. São leis
criadas dentro de um lugar onde existe um respeito. Mas o meu respeito vai além (...) Acho que este é meu principal lema".
Thiago Martins começou a fazer trabalhos para o cinema aos 6 anos. O ator pertenceu ao grupo "Nós do Morro", que tem mais de 25 anos de atuação no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro.
Em outro momento da entrevista, o ator confidenciou sobre suas experiências sexuais: "Já (transei virtualmente), vendo o corpo. É bom, mas é ruim também. Porque não pode estar ali, tocar, fazer nada. Eu estava em Londres, morando em albergue com o 'Nós do Morro'".
Veja a entrevista na íntegra:

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