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Estreante em ‘O tempo não para’, atriz diz: ‘Não acordo pensando que sou gorda’


Nem vilã, nem santa, nem vítima de gordofobia. A estreia de Ingrid
Klug em novelas, em “O tempo não para”, é motivo de comemoração para a atriz de 26 anos não só por realizar o sonho de atuar na TV, mas por constatar que seu peso não está no centro da ação de Belém. Na trama, o que a ambiciosa secretária da SamVita mais quer é ocupar o cargo do ex-chefe, Emílio (João Baldasserini).
— Não tenho medo de ser a gorda da história porque sou gorda. Mas é maravilhoso fazer uma personagem em que meu corpo não aparece como um problema. Minha necessidade é ser vista como uma pessoa normal, e não apenas fazer papéis em que o objetivo principal seja falar de gordofobia. Não acordo pensando que sou gorda. Tenho outros afazeres, outros focos, que vão muito além da minha aparência — frisa.
Essa postura firme diante do tema, porém, não impede que Ingrid seja vítima de discriminação.
— Sofri vários preconceitos. Pensam que o gordo é um encostado, que não faz atividade física. Eu vou para academia quase todos os dias, mas
fatores emocionais me levaram a ter este corpo. Não é porque eu sou gorda que minha saúde é um lixo — afirma a atriz, que conta: — Tive problemas com autoestima. Mas todos esses movimentos contra a gordofobia me ajudaram a aceitar meu corpo. Eu me olho no espelho e vejo que não tem nada demais ter celulite, estrias. Sei que sou bonita.
Ingrid, no entanto, só não sabe definir a personalidade de Belém:
— Ela não é flor que se cheire. Não é do bem nem do mal. Estou feliz em fazer uma quase vilã porque saio da comédia. Eu amo humor, mas já fiz muito no teatro. Estava precisando de algo diferente. Estou feliz em saber que não estou restrita à comédia. Meu corpo não é risível nem engraçado.

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