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‘Ele não fica pensando em como ser maldoso. A vilania é de outro tipo’, diz Tony Ramos


Se vingança é um prato que se come frio, como diz o ditado, Olavo (Tony Ramos), de “O sétimo guardião”, vai devorá-lo quente mesmo. Irado
com a infelicidade da filha, Laura (Yanna Lavigne), abandonada por Gabriel (Bruno Gagliasso) no dia do casamento, ele começa uma guerra contra Valentina (Lilia Cabral), mãe do rapaz, com quem rompe uma sociedade.
— Olavo ama o dinheiro e a filha. Quando Gabriel abandona Laura no altar, vestida de noiva, ele jura vingança em nome dela e diz a Valentina que vai destruir sua firma em 24 horas. Ela pede que não faça isso, conta toda sua vida, e Olavo resolve dar um prazo. Se ganhar algum dinheiro, mantém um acordo. Caso contrário, fica com a empresa dela — conta o ator.


Olavo e Valentina: guerra declarada
Olavo e Valentina: guerra declarada Foto: Fabio Rocha/rede globo/divulgação
Não resta dúvida de que o poder que Olavo tem, muitas vezes, o faz ser temido. Mas Tony ameniza um possível status de vilão:
— Ele não fica pensando em como ser maldoso. A vilania dele é de outro tipo. Como é um homem que ama dinheiro, faz qualquer negócio. Quem estiver devendo, ele põe e executa na Justiça. Será tachado como grande vilão. Mas, ao mesmo tempo, é de um amor com a filha que o público fica dividido: “Ele é assim com o dinheiro, mas é um grande pai”. Olavo é muito humano.
O avesso do empresário, Tony conta não ter nem de longe essa relação fominha com o dinheiro.
— Para mim, é muito simples: pagar as contas, viver, sobreviver e ter uma
velhice digna! Não tenho esse pragmatismo, não — compara o veterano de 70 anos, 55 deles dedicado à profissão.
Numa novela que traz uma fonte com poderes que prometem a jovialidade, Tony não vê problemas com a passagem do tempo.
— Tenho uma relação com idade muito tranquila. Não tive crise aos 30, 40, 50... Respeito e adoro ter idade. Acho uma bênção! Continuar trabalhando, ser convidado por grandes autores a fazer personagens importantes... Não parar! Idade para mim é ter mais um ano e não ser escravo de modismos passageiros. O que me interessa é minha vida, minha companheira, meus cachorros — discursa o ator, que emagreceu cinco quilos após seu último trabalho, “Tempo de amar”:
— É para ter saúde. Foram quatro meses para perder, comendo de tudo, sem repetir o prato. Normalmente eu repito! Não repetir é um problema para mim (risos).
‘Não tenho superstições’
Ator e personagem parecem mesmo ser o extremo oposto um do outro.
— Não quero ser referência porque cada um é de um jeito. Eu fico muito constrangido. O fato de ser uma boa pessoa, de respeitar o próximo, de não ter inveja, aceitar a idade e aceitar a vida não deveria ser uma referência, nem exemplo. É como todo mundo deveria pensar — defende o
veterano, sempre elogiado pela maneira como conduz sua vida.
Em meio às suas crenças, inclusive, não há espaço para superstições. Nem aquelas que rondam o gato preto. O bicho é personagem central de “O sétimo guardião’’.
— Acredito em Deus. Para mim, sexta-feira 13 é só véspera do sábado 14. Mas respeito quem tenha. Eu fui criado assim. Minha mãe, que está aí, viva, nunca teve superstições e sempre disse: “Maior que Deus, ninguém!”.




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