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De volta à TV, Luciana Vendramini fala sobre beleza


Os olhos de Luciana Vendramini têm brilhado mais do que o normal. Após 14 anos de sua última aparição em novelas da Globo — em “Da cor do
pecado” —, ela volta à telinha como a sistemática e divertida Solange, em “Espelho da vida”. Prestes a completar 48 anos no dia 10 de dezembro e ainda preservando o status de musa, ela diz não se deixar levar pela pressão da beleza eterna.
— Ficar refém da vaidade é um castigo horroroso. Eu quero viver muito e sei que, para isso, tenho que envelhecer. Acho bonito ver as nossas mudanças. Apesar de ainda ser muito cobrada para estar sempre bela, vivo tranquila com meu corpo, com meu peito grande e natural. Nunca fiz plástica — garante.
Sobre o retorno aos holofotes — a última novela havia sido “Escrava mãe” (2016), na RecordTV —, ela diz que estava “com uma saudade danada”: — Sentia falta dessa rotina e agora tenho podido rever um monte de gente querida, como Pedro Vasconcelos (diretor), que foi meu irmão em “Vamp” (1991). Na época, ele era um menino, hoje é um diretor gentil e sábio.
Na história escrita por Elizabeth Jhin, Luciana é uma atriz do teatro paulista que vai para a cidade de Rosa Branca gravar o longa-metragem do cineasta Alain Dutra (João Vicente Castro). No filme, que ajuda a
desvendar os mistérios de vidas passadas e conduz toda a trama, ela duela com o ex-marido, o ator Emiliano (Evandro Mesquita), e com a diva Carmo (Vera Fischer):
— Vera me surpreende com tanta energia e, principalmente, generosidade — derrete-se ela sobre a colega, de 68 anos. 
‘As doenças psicológicas assustam’
Com a vida sempre exposta por conta da profissão, Luciana, que já foi casada com o cantor Paulo Ricardo e posou nua para a “Playboy’’, nunca se furtou de falar sobre sua intimidade. Em 1997, ela desenvolveu o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e conviveu com a doença por cinco anos. Assim como na época em que enfrentou um longo tratamento, hoje, já curada, ela não hesita em contar detalhes desse período da vida.
— As doenças psicológicas assustam, e as pessoas se calam. Cria-se um tabu tão grande num problema que todo mundo tem. Hoje, estou curada, mas não me nego a falar. Quanto mais querem esconder esse assunto, mais eu
falo porque, se deixar,esse fantasma nos engole — argumenta ela, que conta sobre o tratamento: — Fiquei cinco anos doente porque recusava remédio por ser naturalista. Só que meu caso se agravou e eu tive que tomar medicamentos. O TOC é tratável, não tenham vergonha de assumir e tratar.
De bem com a vida, hoje ela é namorada do psicanalista Francisco Borges. Mas se tornar mãe é algo que não faz parte de seus sonhos.
— Se acontecer de engravidar, vou ter. Mas não planejo isso. Sempre vivi muito em função do trabalho.

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